Projeto Frutos do Iguaçu realiza curso sobre formação de viveiros com espécies nativas da Mata Atlântica


Objetivo é capacitar agricultores, técnicos e parceiros para a produção de mudas de frutas nativas no entorno do Parque Nacional do Iguaçu. Primeiras edições do curso em 2026 serão realizadas em São Miguel do Iguaçu e Capanema.

O projeto Frutos do Iguaçu realizou nos dias 23 e 24 de julho a primeira edição do Curso de Viveiro Agroflorestal voltado a agricultores, técnicos e parceiros dos municípios do entorno do Parque Nacional do Iguaçu interessados em aprofundar os conhecimentos necessários à produção de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica.

Ao todo, trinta e cinco participantes de oito municípios diferentes participaram da primeira etapa da capacitação realizada no Viveiro Municipal de São Miguel do Iguaçu.

A programação foi dividida entre atividades teóricas e práticas. Planejamento do local, produção e formação de mudas, quebra de dormência de sementes, cuidados com substratos, recipientes, técnicas de irrigação, adubação, enxertia, coleta de sementes, além de parâmetros de qualidade e legislação ambiental estiveram entre os temas abordados.

Para o segundo semestre de 2026 também estão previstas atividades no município de Capanema, em parceria com a prefeitura municipal e a Casa Familiar Rural de Capanema.

Para saber mais, acesse @frutosdoiguacu no Instagram.

Importância dos viveiros para a região
Para Marcelo Limont, coordenador do projeto Frutos do Iguaçu, investir na qualificação das pessoas da região é essencial para a consolidação de toda a cadeia produtiva das frutas nativas no entorno do Parque Nacional do Iguaçu.

“Não é nada fácil conseguir boas mudas e em grandes quantidades, com diversidade de espécies para poder, no futuro, comercializar de fato essas frutas. Por isso o curso contribui com a formação das pessoas da região, com a qualificação da produção das mudas e de todas as estruturas fundamentais para a formação dos viveiros”, destaca Limont.

O objetivo é que futuramente mudas de espécies nativas produzidas por produtores locais possam apoiar a implementação de Sistemas Agroflorestais (SAFs), Quintais Produtivos e Reservas Legais no entorno do parque nacional.

“Os viveiros têm um papel fundamental porque colaboram para que as plantas possam se desenvolver de forma saudável, o que contribui ainda mais para a ampliação da conectividade da paisagem da região, além do fortalecimento da biodiversidade e da criação de novas oportunidades para os agricultores que fazem parte de toda a rede formada pelo projeto”, explica Limont.

O curso foi ministrado por Jefferson Ferreira Lima, da JF Inovações, responsável técnico pela meta de plantios do projeto Frutos do Iguaçu.

A capacitação também reforçou a importância das parcerias realizadas com os municípios e as instituições que fazem parte do entorno do Parque Nacional do Iguaçu. As mudas das espécies frutíferas utilizadas durante o curso foram produzidas pelo viveiro florestal da Itaipu Binacional, que também integra a rede de parceiros que colaboram com a troca de conhecimentos e as iniciativas voltadas à produção das frutas nativas da Mata Atlântica na região.

Sobre o Frutos do Iguaçu
O Frutos do Iguaçu é um projeto do Parque Nacional do Iguaçu que busca ampliar a cadeia produtiva de frutas nativas da Mata Atlântica no entorno da unidade de conservação. Um dos seus principais objetivos é estruturar arranjos colaborativos para a produção das frutas nativas, promovendo ações de capacitação, assistência técnica e fortalecimento de redes de cooperação, contribuindo para a geração de renda, a valorização das espécies nativas e a ampliação da conectividade da paisagem.

Sobre o parque nacional
Em 2026 o Parque Nacional do Iguaçu completa 40 anos do título de Patrimônio Mundial Natural, concedido pela UNESCO a locais que possuem importância global, “Valor Universal Excepcional” em termos de belezas naturais, biodiversidade, ecossistemas e formações geológicas.

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