Documento custa cerca de R$ 63 no Brasil e quase R$ 200 no Paraguai; Itamaraty tenta estabelecer cobrança recíproca antes da nova fase da ponte.
A uma semana do início da circulação de veículos particulares de moradores da fronteira pela Ponte da Integração, Brasil e Paraguai ainda negociam uma diferença considerada importante no custo para emissão do Documento de Trânsito Vecinal Fronteiriço (DTVF).
A partir de 14 de setembro, moradores de localidades fronteiriças vinculadas poderão utilizar a nova ponte entre Foz do Iguaçu e Presidente Franco em veículos particulares dentro da modalidade de trânsito vicinal. Para isso, será necessário possuir o DTVF. A nova etapa da operação está confirmada pela Direção Nacional de Migrações do Paraguai.
Hoje, porém, existe uma diferença significativa entre os valores cobrados pelos dois países. No Brasil, a Polícia Federal cobra R$ 63,85 pela emissão do documento de fronteiriço. No Paraguai, a Direção Nacional de Migrações fixou o custo em dois salários mínimos diários, atualmente equivalentes a 234.154 guaranis, que corresponde a cerca de R$ 200 reais.
Segundo o delegado da Receita Federal em Foz do Iguaçu, Marcelo Mossi, a diferença já está sendo tratada nas negociações bilaterais conduzidas pelo Ministério das Relações Exteriores. O objetivo brasileiro é que o Paraguai reduza o preço para estabelecer reciprocidade entre os dois lados da fronteira.





