Cerca de 40 familiares, amigos e alunos enfrentaram chuva e frio na caminhada de Foz do Iguaçu a Itaipulândia. O pai deu suporte ao grupo, e a mãe preparou o lanche dos participantes.
A saudade virou caminhada, e a lembrança de Eduardo Werneck Stevens ganhou o sentido de fé e devoção na noite deste domingo (11). Cerca de 40 familiares, amigos e alunos participaram de uma romaria de aproximadamente 73 quilômetros entre Foz do Iguaçu e Itaipulândia, em homenagem ao personal trainer que morreu após uma explosão seguida de incêndio, em fevereiro deste ano.
O grupo enfrentou muita chuva e frio durante o percurso, tendo como destino a imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Eduardo era devoto da santa.
A caminhada foi marcada pela emoção e pela lembrança de Eduardo, que tinha nas atividades físicas uma de suas grandes paixões.
A mobilização também contou com a participação da família em cada detalhe. O pai de Eduardo, Eloir Stevens, conhecido como Polaquinho, acompanhou os romeiros em um veículo, dando suporte ao grupo durante o trajeto. “Foi uma experiência incrível”, relatou.
Já a mãe, dona Rosa Werneck, preparou o lanche para todos os participantes, um gesto de carinho que ajudou a fortalecer a união entre aqueles que compartilham a saudade do rapaz.
Mais do que um desafio físico, a romaria representou uma demonstração de amor, fé e amizade. A caminhada transformou em homenagem justamente uma atividade que fazia parte da vida de Eduardo, mantendo viva sua memória entre as pessoas que o amavam
A explosão e morte
A tragédia aconteceu em 26 de fevereiro, em um apartamento no bairro Vila Yolanda, em Foz do Iguaçu. Eduardo estava no imóvel acompanhado da namorada quando ocorreu a explosão, seguida de incêndio. Ela teve ferimentos leves no rosto.
O personal trainer sofreu queimaduras em cerca de 90% do corpo e foi transferido para um hospital em Curitiba. Apesar dos esforços médicos, morreu na madrugada de 6 de março, aos 31 anos.
Empresário e profissional de Educação Física, Eduardo administrava três estúdios de treinamento personalizado em Foz do Iguaçu. Sua morte provocou comoção entre familiares, amigos, alunos e pessoas que acompanhavam seu trabalho.
Polícia Civil ainda não concluiu investigação
Mais de sete meses após a tragédia, o inquérito policial que apura as circunstâncias do acidente ainda não foi concluído.
A perícia identificou o acúmulo de gás liquefeito de petróleo (GLP) misturado ao ar como responsável pela explosão. A área de origem do vazamento foi localizada na cozinha, no trecho entre a válvula de bloqueio e o fogão. No entanto, não foi possível determinar o que provocou a liberação do gás.
Registros de conversas de moradores que relataram cheiro de gás no condomínio antes do acidente também foram entregues à Polícia Civil para contribuir com a investigação.
A apuração busca esclarecer as circunstâncias da tragédia e verificar eventuais responsabilidades. Até a última atualização divulgada sobre o caso, em agosto, o inquérito permanecia em andamento.
Credito: Portal Trivox





