Um caminhoneiro morador de Foz do Iguaçu morreu na última quinta-feira (6), enquanto permanecia retido em um trecho de altitude na fronteira entre o Chile e a Argentina. A morte ocorreu em meio a uma forte nevasca que provocou o bloqueio de rotas e mantém dezenas de motoristas brasileiros isolados na região.
A informação sobre o falecimento foi confirmada pela transportadora responsável pelo veículo. A pedido da família e da empresa, a identidade do motorista não foi divulgada. Embora haja relatos de que o frio intenso possa ter contribuído para a morte, a causa oficial do óbito ainda será investigada pelas autoridades locais.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Foz do Iguaçu (SITRO-FI), caminhoneiros da região permanecem parados na área há quase 20 dias, aguardando a liberação dos passos fronteiriços. O bloqueio é provocado pelo acúmulo de neve e gelo nas rodovias, dificultando a circulação dos veículos.
As condições meteorológicas também têm agravado a situação dos trabalhadores. Nesta segunda-feira (10), as temperaturas chegaram a -7°C, com sensação térmica ainda mais baixa devido aos ventos fortes. A nevasca registrada na região é apontada como uma das mais severas dos últimos anos.
Com as rodovias bloqueadas, os caminhoneiros enfrentam dificuldades relacionadas à alimentação, higiene e acesso a estruturas básicas. Segundo as informações divulgadas, os próprios motoristas têm se organizado para auxiliar uns aos outros, enquanto equipes trabalham na remoção do gelo e da neve das pistas com máquinas e aplicação de sal.
Autoridades policiais e consulares, além das empresas de transporte, acompanham a situação e aguardam condições adequadas para a liberação das estradas e a retomada segura do tráfego na região.
O caso envolvendo o caminhoneiro de Foz do Iguaçu aumenta a preocupação com as condições enfrentadas pelos profissionais que permanecem retidos na Cordilheira dos Andes em meio ao rigoroso inverno.
Por: Maria Vitória de Moura Diário de Foz





