CCZ mantém alerta contra a dengue e intensifica ações de prevenção mesmo com baixo número de casos e nenhuma morte pela doença

Equipes seguem com visitas domiciliares, ações educativas com estudantes e mutirões de zeladoria, além da ampliação do Método Wolbachia

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Foz do Iguaçu intensificou as ações de prevenção e combate à dengue em diferentes regiões do município. Embora o número de casos confirmados permaneça baixo, as condições climáticas exigem atenção das equipes, que reforçam o trabalho de orientação à população e eliminação de criadouros. Mutirões de zeladoria complementam as ações.

De acordo com o último Boletim Epidemiológico da Dengue, divulgado nesta terça-feira (22), Foz do Iguaçu registra 44 casos confirmados da doença neste ano. O município contabiliza ainda 3.892 notificações e 3.710 casos descartados. Não há registro de mortes por dengue em 2026 e em 2025. Em relação à chikungunya, foram registradas 139 notificações de casos suspeitos e duas confirmações neste ano. Não há registros de casos de zika vírus no município.

Entre os casos confirmados de dengue, 63,6% correspondem a pessoas do sexo feminino e 36,4% ao sexo masculino. A faixa etária com maior número de registros é a de 20 a 29 anos. O Distrito Sanitário Norte concentra o maior número de casos, com 15 confirmações.

Visitas e ações educativas

As visitas domiciliares fazem parte da rotina das equipes do CCZ e ocorrem em todas as regiões da cidade. Durante as vistorias, os agentes identificam recipientes e outros locais que possam acumular água parada, além de orientar os moradores sobre os cuidados necessários para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus.

As ações de prevenção também são realizadas na rede municipal de ensino. As equipes do CCZ desenvolvem atividades educativas com os estudantes, utilizando uma abordagem didática e lúdica para explicar o que são as arboviroses, os principais cuidados e a importância da participação de toda a comunidade no combate ao mosquito. As ações são realizadas em todas as turmas, e já alcançaram 9.683 alunos.

De acordo com a coordenadora técnica da Vigilância Ambiental, Renata Defante Lopes, a atenção das equipes é reforçada diante da ocorrência do fenômeno climático El Niño, que provoca aumento das chuvas e das temperaturas, condições que podem favorecer a proliferação do mosquito transmissor.

Método Wolbachia

Outra ferramenta importante para o controle da dengue é o Método Wolbachia. Em agosto, teve início a segunda etapa em Foz do Iguaçu, com a liberação de mosquitos Aedes aegypti que carregam a bactéria Wolbachia, capaz de reduzir a transmissão dos vírus da dengue.

A soltura dos mosquitos ainda está em andamento e contempla 28 bairros. Com a conclusão dessa etapa, a estratégia estará presente em 100% da área do município.

A tecnologia atua de forma complementar às demais ações de prevenção e combate às arboviroses. A iniciativa é conduzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Wolbito do Brasil, com apoio do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná e da Itaipu Binacional.

Mutirão de zeladoria

As ações de prevenção também incluem os mutirões de zeladoria. Na Região Nordeste de Foz do Iguaçu, os trabalhos seguem até o fim desta semana. As equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente estão mobilizadas desde o dia 16 para realizar serviços como roçada, retirada de entulhos, recolhimento de galhos e limpeza de áreas públicas.

Cerca de 40 caçambas foram distribuídas em diferentes pontos dos bairros da região para que os moradores possam descartar materiais que podem se tornar criadouros do mosquito, como restos de materiais de construção, entulhos e móveis usados.

O serviço é gratuito e a participação da comunidade é fundamental para manter os espaços públicos limpos e reduzir os locais que possam acumular água.

Facebook
Twitter
WhatsApp
Email