Produtos comercializados como retatrutida, medicamento que ainda está em fase de pesquisa clínica, passaram a ser anunciados e vendidos no circuito comercial informal de Ciudad del Este, no Paraguai. A situação foi divulgada pelo portal paraguaio La Clave nesta terça-feira (22).
De acordo com a publicação, produtos identificados como retatrutida estão sendo ofertados principalmente no microcentro de Ciudad del Este e divulgados por meio das redes sociais, com anúncios direcionados também a consumidores brasileiros. Entre as marcas encontradas estão Veltrane e Thera Genetics.
A Direção Nacional de Vigilância Sanitária do Paraguai (Dinavisa) informou que os produtos não possuem registro sanitário no país. A autoridade também alerta que a denominação “retatrutida” não garante que os produtos contenham efetivamente a substância nem que tenham passado por controle de qualidade.
A comercialização fora dos canais autorizados também impede a verificação das condições de fabricação, armazenamento, concentração e procedência dos produtos, segundo as autoridades sanitárias paraguaias.
Medicamento experimental
A retatrutida é uma molécula desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Eli Lilly e ainda está em processo de investigação clínica. O medicamento atua sobre três receptores hormonais relacionados à regulação do peso e do metabolismo.
A empresa vem realizando estudos clínicos de fase 3 e informou resultados positivos em diferentes ensaios. Segundo La Clave, a previsão da companhia é apresentar um pedido de aprovação à Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) no primeiro trimestre de 2027.
A FDA também informa que a retatrutida não integra medicamentos aprovados e não foi considerada segura e eficaz para nenhuma condição até o momento. A agência alerta ainda que a substância não pode ser utilizada em medicamentos manipulados nos Estados Unidos.
Diante da ausência de aprovação para uso geral, a Dinavisa recomenda que a população não compre nem utilize produtos anunciados como retatrutida por redes sociais, internet ou estabelecimentos que não possuam autorização sanitária.
Crédito: dario de Foz





