A Semana Integrada de Ensino, Pesquisa e Extensão é o principal evento acadêmico da Universidade

A UNILA abre as portas de forma especial para receber a comunidade para a 8ª Semana Integrada de Ensino, Pesquisa e Extensão (SIEPE), que será realizada de 19 a 23 de de outubro. A expectativa é que mais de 3 mil pessoas circulem pelas unidades da UNILA durante a SIEPE. Todas as apresentações e atividades são públicas e abertas para qualquer pessoa interessada na Ciência.

A Semana é uma oportunidade para que a comunidade de Foz do Iguaçu e região conheça os cursos de graduação e pós-graduação e os projetos de ensino, pesquisa e extensão. O tema da SIEPE deste ano é Ciência Delas [https://portal.unila.edu.br/noticias/ciencia-delas] e acompanha a temática da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

A Mostra de Cursos, ponto alto da programação, será realizada no Campus Integração (Avenida Tancredo Neves 3.147), nos dias 21 e 22 (veja quadro). Distribuída pelas salas de aula, a Mostra reúne os 29 cursos de graduação da UNILA que, a cada ano, oferecem 1.500 vagas por meio do Sisu e processos seletivos internacionais. A UNILA é uma universidade federal e oferece 29 cursos de graduação, 13 mestrados e 2 doutorados.

Estudantes que estejam na fase de escolha de suas carreiras profissionais terão oportunidade de conhecer detalhes de cada curso, equipamentos e materiais de pesquisa e ensino. E, de maneira descontraída, participar experiências científicas referentes a cada curso. São os próprios alunos da UNILA quem recebem os visitantes e encarregam-se de relatar experiências e compartilhar informações. Nesta edição, a SIEPE programou também a Mostrinha de Cursos, destinada às crianças, público cada vez mais presente no evento. “Há um tempo a gente vem notando o encantamento das crianças com os experimentos e, por isso, decidimos criar um espaço para elas, para manter esse encantamento pela ciência e para que elas percebam como é importante continuar estudando e escolher um curso superior de qualidade”, diz o pró-reitor de Graduação, Antonio Felisberto Machado Júnior.

Pesquisa e Extensão

Além da Mostra, fazem parte da SIEPE outros cinco eventos com apresentações de projetos de pesquisa, extensão e ensino (veja quadro). Essas atividades serão realizadas na unidade Jardim Universitário (Avenida Tarquinio Joslin dos Santos, 1000).

No Seminário de Extensão da UNILA estudantes irão apresentar 145 ações desenvolvidas com a comunidade de Foz do Iguaçu. As apresentações serão em formato de tertúlias: cada sessão vai reunir entre cinco e seis trabalhos, com tempo de cinco minutos para a exposição. Ao final de todas as exposições, serão realizados debates com os apresentadores.

O SEUNI já está em sua 13ª edição e, para a pró-reitora de Extensão, Andreia Moassab, o trabalho realizado na comunidade local ajuda a “despertar a responsabilidade social e a consciência” sobre os problemas enfrentados. “O SEUNI é extremamente importante para que a própria comunidade conheça o seu potencial extensionista. É também o momento em que as estudantes e os estudantes podem trocar informações com seus pares, aprender com outros projetos e, ainda, aprender a sintetizar suas ideias e traduzi-las para o público em geral – exercícios fundamentais para completar a sua formação”, comenta.

Para ela, o evento também é uma oportunidade para que o estudante possa “amadurecer seus conhecimentos, aprender a receber críticas construtivas de especialistas” para melhorar a qualidade de seu trabalho, de sua apresentação, “além de praticar a argumentação e a postura em debates acadêmicos”.

Os projetos de pesquisa desenvolvidos por estudantes de graduação e pós-graduação serão apresentados em quatro eventos que compõem a SIEPE: Encontro de Iniciação Científica, Encontro de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Seminário Integrado da Pós-Graduação e Vivências em Pesquisa dos Técnicos em Assuntos Educacionais.

A pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação, Katia Punhagui, chama a atenção para a importância do tema da SIEPE deste ano: Ciência Delas. “Durante séculos, a mulher nunca esteve protagonista nas ciências. E o próprio movimento feminista foi um fomentador da abertura de espaços para que as mulheres pudessem estar nas universidades, nas escolas, nos ambientes de pesquisa, desenvolvendo todo o seu potencial”, comenta.

“Nós estamos em um momento muito oportuno para tratar deste assunto. Estamos vendo um ataque contra a ciência, contra a posição da mulher na ciência e no mercado de trabalho. Não podemos ignorar o momento político que nos traz preocupação em relação ao espaço das mulheres na pesquisa científica, fruto de décadas de trabalho, e em relação à ampliação desse espaço.”

Para ela, a ocupação de espaços científicos pelas mulheres traz muitos benefícios para a sociedade. “É uma nova forma de ver o mesmo problema. As mulheres, de uma forma muito generalista, têm um olhar, um comportamento, às vezes, muito diferente do que os homens para o mesmo problema, trazendo mais possibilidades de solução. Esse olhar veio deixar as discussões mais vivas, mais interessantes.”

Kátia cita como exemplos de entrega de resultados importantes para a sociedade os trabalhos desenvolvidos por Jaqueline Goes de Jesus e Ester Sabino, que coordenaram o sequenciamento recorde do genoma do Sars-CoV-2 no Brasil, crucial contra a pandemia; e por Tatiana Coelho de Sampaio, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), criadora polilaminina, uma molécula sintética utilizada na recuperação de pessoas com lesões medulares.

A Semana também tem espaço para a apresentação das atividades que contribuem para a permanência dos estudantes na Universidade, para o fortalecimento da formação acadêmica, a integração estudantil e a produção de práticas inovadoras no contexto de uma universidade internacional e fronteiriça. Entre essas ações estão as tutorias, as monitorias acadêmicas, a formação docente e as práticas pedagógicas presentes em 13 programas acadêmicos.

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