Proposta prevê áreas voltadas a pessoas com TEA, com uso de materiais recicláveis e foco em acessibilidade, inclusão e sustentabilidade
As diretrizes para a criação e implementação do Programa Espaços Sensoriais Inclusivos com Materiais Recicláveis em parques e praças públicas foram aprovadas em dois turnos pela Câmara de Foz do Iguaçu, na Sessão Ordinária desta terça-feira (10). O Projeto de Lei nº 288/2025, de autoria do vereador Soldado Fruet (PL), agora será encaminhado e fica aguardando sanção do Executivo. A iniciativa tem como objetivo promover o acolhimento e o desenvolvimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), por meio da instalação e manutenção de áreas lúdicas, acessíveis e sustentáveis.
O projeto estabelece diretrizes para a eventual criação e implementação do programa, como a garantia de acessibilidade universal nas áreas sensoriais, a utilização de materiais não tóxicos para assegurar segurança e conforto e também a priorização de materiais recicláveis.
Durante a sessão, o vereador Soldado Fruet (PL) destacou na tribuna que a proposta representa mais do que um texto legislativo, simbolizando inclusão, respeito e compromisso com toda a comunidade. O parlamentar também ressaltou que diversas cidades já adotaram iniciativas semelhantes, criando ambientes mais humanos e acessíveis. Em seu discurso, mencionou ainda o Parque Linear, na região da Vila A, que receberá, em breve, a implementação do programa.
O texto também apresenta orientações para a estrutura dos Espaços Sensoriais Inclusivos. Entre elas estão a criação de áreas táteis, com pisos, painéis e elementos que ofereçam diferentes texturas, formas e temperaturas; áreas sonoras, com instrumentos simples produzidos a partir de tubos; áreas visuais, com murais, mosaicos ou painéis coloridos; e espaços de relaxamento e aromas, com bancos adaptados e outros elementos Sensoriais.
Na justificativa, o projeto destaca que a criação do programa responde à necessidade de tornar os espaços públicos verdadeiramente inclusivos e acessíveis para toda a população. Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), muitas vezes, enfrentam dificuldades relacionadas à sobrecarga sensorial em ambientes convencionais.
Além do impacto social, a proposta também possui um caráter ecológico e educativo. O texto prevê que os espaços sejam construídos prioritariamente com materiais recicláveis ou de baixo impacto ambiental, reforçando o compromisso com a sustentabilidade.
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Imagem: Inteligência Artificial – CMFI





