Município tem 35 casos confirmados de dengue neste ano. Última morte foi registrada em 2024
Foz do Iguaçu mantém os indicadores da dengue sob controle em 2026. Este é o segundo ano sem registro de mortes pela doença. De acordo com o mais recente boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde, o município registra 3.535 notificações, 35 casos confirmados, 3.345 descartados e nenhum óbito.
De acordo com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), os dados comparados com o ano anterior mostram uma redução considerável. Em 2025, o município contabilizou 1.031 casos confirmados de dengue. Já em 2024, foram 14.683 casos e 10 mortes pela doença.
A coordenadora técnica do CCZ, Renata Defante Lopes, afirma que o cenário atual é resultado de diversas ações que são realizadas durante todo o ano, além da colaboração da população. “Faz parte do trabalho de prevenção as visitas domiciliares, os mutirões de limpeza, a eliminação de criadouros e as orientações à população, começando com as crianças em idade escolar até moradores e comerciantes. Todos têm papel essencial no combate ao Aedes aegypti. Também é importante citar a utilização de novas tecnologias contra a dengue”, afirma.
A coordenadora se refere ao método Wolbachia, que consiste na utilização de mosquitos Aedes aegypti que possuem a bactéria Wolbachia e que são liberados no ambiente. Esses mosquitos se reproduzem com os mosquitos locais e seus descendentes passam a carregar a Wolbachia, que impede a transmissão da dengue e outras arboviroses ao ser humano. O método é comprovadamente seguro para pessoas, animais e para o meio ambiente.
Na próxima semana, será iniciada a segunda etapa do método em Foz do Iguaçu. A liberação começa na terça-feira (25) e vai atender 28 bairros da cidade. A primeira vez que Foz do Iguaçu recebeu a tecnologia e fez a liberação de mosquitos foi em 2024. O método Wolbachia é conduzido pela Fiocruz e pela Wolbito do Brasil, com apoio do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná e da Itaipu Binacional.
“Essa nova etapa do método vai atender a 100% da área do município e vem a somar com as medidas de prevenção adotadas pelo CCZ”, comenta a coordenadora.
Embora o cenário esteja controlado, o CCZ alerta que o mosquito transmissor da dengue continua presente no município e exige atenção aos cuidados. Por isso, as ações são permanentes por parte do poder público e também devem fazer parte da rotina da população para que Foz do Iguaçu não volte a registrar epidemia de dengue.
As equipes técnicas pedem que os moradores eliminem recipientes com água parada, façam a limpeza de quintais e se mantenham atentos a possíveis criadouros. Essas são medidas simples que contribuem para evitar a proliferação do mosquito e novos casos da doença no município.





